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O Homem que lia Almas

Uma profunda reflexão sobre o ser humano. Onde a vida e a existência ganham sentido — e a condição humana se revela por inteiro.
Renato Geraldo Mendes

Um convite para conhecer a natureza da psique humana. Porque a vida e a existência não cabem em explicações rasas.

O espaço onde poesia, literatura, filosofia e psique se encontram para revelar a alma humana.

Reflexões para quem busca mais do que respostas — para quem busca sentido.

Um olhar para além da superfície da existência.

Um espaço para quem transforma reflexões em caminhos.

Para quem busca, no turbilhão da existência, frestas de significado.

Onde a vida e a existência se encontram

O Homem que Lia Almas nasceu para acender um novo olhar sobre o ser humano — como quem abre janelas em paredes antigas. O projeto convida cada pessoa a se encontrar no ponto onde a vida e a existência finalmente ganham sentido.
É um espaço onde poesia, literatura, psique e filosofia se entrelaçam para revelar a alma humana, romper explicações rasas e dar voz à profundidade que habita cada um de nós. Porque viver é mais do que atravessar o tempo — é compreender a razão da existência.

Conheça os livros da série

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Coletânea de frases, poesias e textos

Continuar igual, do mesmo jeito e se sentindo mal, é fácil, é normal. Difícil é mudar e se tornar alguém diferente.

Há silêncios que gritam mais alto do que vontades não ditas… e, quando persistem por tempo demais, viram despedidas que ninguém tem coragem de pronunciar.

O amor verdadeiro é o encontro de inteirezas, não de metades.

Quase sempre, não é apenas o que a pessoa faz, mas também o que ela deixa de fazer.

É preciso ter atravessado muitas aparências para conhecer a verdade que se esconde no silêncio das coisas — e compreender que nem tudo o que é essencial se anuncia; às vezes, apenas aguarda quem já desaprendeu a julgar pela superfície.

O “sim” e o “não”

Não deixe o medo do “não” calar o “sim”.
Cada “não” é bússola: ensina, fortalece, redireciona — só quem se expõe ao “não” pode ouvir o “sim” que realmente importa.
A dor não interdita o desejo. Por isso, peça, tente, insista e confie em si.
O melhor da vida vem com o “sim” — e ele quase sempre chega depois de muitos “nãos”.

A pele do recomeço

Mudar é sair da pele em que cabíamos e que agora parece sufocar.
É trocar uma existência por outra que nos deixe respirar.

É paixão

Não há nada mais verdadeiro
do que o sentimento espontâneo e profundo
que nasce entre duas pessoas.
E não há nada mais lindo do que
chamar esse sentimento de paixão.

Ferida silenciosa

Existir é tarefa intransferível:
enfrentar os medos,
atravessar as incertezas,
romper os limites que nos acorrentam.
Quem foge desse chamado
corre o risco cruel
de chegar ao fim
com a ferida silenciosa
de nunca ter vivido de verdade.

O tempo passou

Eles passaram pela vida, e suas vidas passaram.
O tempo passou.
No final, não havia mais tempo,
nem mais vida, nem para o tempo passar.

É na dor e na incerteza que a vida nos reinventa: a adversidade rompe fronteiras, desfaz velhos “eus” e nos conduz para além do que um dia ousamos sonhar.

São os sonhos que revelam a face mais luminosa da vida. Quando falham, deixam marcas que, se acolhidas, transformam-se em mestres silenciosos. A existência é um entrelaçar de escolhas, e delas brotam tanto flores quanto espinhos. Mas é no toque dos espinhos que aprendemos o valor da seiva. Viver é sonhar, arriscar, errar e renascer, sem nunca abandonar a busca pela melhor parte.

Trate o “não” como parte do processo, não como sentença final.
Faça perguntas que abrem portas; transforme pedidos em caminhos.
Espalhe suas tentativas: mude de arenas, de pessoas, de formatos — a probabilidade também trabalha a seu favor.
Separe seu valor do veredito: a resposta fala do momento, não de quem você é.
Celebre o ato de pedir: é musculatura de futuro sendo treinada.
Mantenha um portfólio de vontades — algumas para agora, outras para a hora certa.
Converta o “talvez” em próximos passos com data.
Agradeça o “não” honesto: ele pode evitar anos de caminho errado.

Podemos ser maestros da sinfonia eletroquímica que nos habita. A cada pensamento, gesto e afeto afinamos hormônios e neurotransmissores, esculpimos trilhas neurais e, ao escolher amor, gratidão e cuidado, destilamos remédio. Ao nutrir rancor, inveja e raiva, fabricamos veneno — e é com essa batuta invisível que compomos a saúde do corpo, a quietude da mente, a sabedoria e o rumo do nosso destino.

O equilíbrio nasce quando o silêncio se transforma em sabedoria e a escuta se converte em conexão — e cada pausa, antes despercebida, passa a revelar o que realmente importa. Entre o som e o vazio, aprendemos que a vida não está apenas no que fazemos, mas na atenção plena ao que nos atravessa. Descobrimos que a verdadeira presença não exige pressa, mas profundidade; não pede respostas imediatas, mas espaço para que as perguntas respirem. E é nesse intervalo entre o mundo e nós que o essencial se manifesta — discreto, mas incontornável.

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