



Continuar igual, do mesmo jeito e se sentindo mal, é fácil, é normal. Difícil é mudar e se tornar alguém diferente.
Há silêncios que gritam mais alto do que vontades não ditas… e, quando persistem por tempo demais, viram despedidas que ninguém tem coragem de pronunciar.
O amor verdadeiro é o encontro de inteirezas, não de metades.
Quase sempre, não é apenas o que a pessoa faz, mas também o que ela deixa de fazer.
É preciso ter atravessado muitas aparências para conhecer a verdade que se esconde no silêncio das coisas — e compreender que nem tudo o que é essencial se anuncia; às vezes, apenas aguarda quem já desaprendeu a julgar pela superfície.
Não deixe o medo do “não” calar o “sim”.
Cada “não” é bússola: ensina, fortalece, redireciona — só quem se expõe ao “não” pode ouvir o “sim” que realmente importa.
A dor não interdita o desejo. Por isso, peça, tente, insista e confie em si.
O melhor da vida vem com o “sim” — e ele quase sempre chega depois de muitos “nãos”.
Mudar é sair da pele em que cabíamos e que agora parece sufocar.
É trocar uma existência por outra que nos deixe respirar.
Não há nada mais verdadeiro
do que o sentimento espontâneo e profundo
que nasce entre duas pessoas.
E não há nada mais lindo do que
chamar esse sentimento de paixão.
Existir é tarefa intransferível:
enfrentar os medos,
atravessar as incertezas,
romper os limites que nos acorrentam.
Quem foge desse chamado
corre o risco cruel
de chegar ao fim
com a ferida silenciosa
de nunca ter vivido de verdade.
Eles passaram pela vida, e suas vidas passaram.
O tempo passou.
No final, não havia mais tempo,
nem mais vida, nem para o tempo passar.
É na dor e na incerteza que a vida nos reinventa: a adversidade rompe fronteiras, desfaz velhos “eus” e nos conduz para além do que um dia ousamos sonhar.
São os sonhos que revelam a face mais luminosa da vida. Quando falham, deixam marcas que, se acolhidas, transformam-se em mestres silenciosos. A existência é um entrelaçar de escolhas, e delas brotam tanto flores quanto espinhos. Mas é no toque dos espinhos que aprendemos o valor da seiva. Viver é sonhar, arriscar, errar e renascer, sem nunca abandonar a busca pela melhor parte.
Trate o “não” como parte do processo, não como sentença final.
Faça perguntas que abrem portas; transforme pedidos em caminhos.
Espalhe suas tentativas: mude de arenas, de pessoas, de formatos — a probabilidade também trabalha a seu favor.
Separe seu valor do veredito: a resposta fala do momento, não de quem você é.
Celebre o ato de pedir: é musculatura de futuro sendo treinada.
Mantenha um portfólio de vontades — algumas para agora, outras para a hora certa.
Converta o “talvez” em próximos passos com data.
Agradeça o “não” honesto: ele pode evitar anos de caminho errado.
Podemos ser maestros da sinfonia eletroquímica que nos habita. A cada pensamento, gesto e afeto afinamos hormônios e neurotransmissores, esculpimos trilhas neurais e, ao escolher amor, gratidão e cuidado, destilamos remédio. Ao nutrir rancor, inveja e raiva, fabricamos veneno — e é com essa batuta invisível que compomos a saúde do corpo, a quietude da mente, a sabedoria e o rumo do nosso destino.
O equilíbrio nasce quando o silêncio se transforma em sabedoria e a escuta se converte em conexão — e cada pausa, antes despercebida, passa a revelar o que realmente importa. Entre o som e o vazio, aprendemos que a vida não está apenas no que fazemos, mas na atenção plena ao que nos atravessa. Descobrimos que a verdadeira presença não exige pressa, mas profundidade; não pede respostas imediatas, mas espaço para que as perguntas respirem. E é nesse intervalo entre o mundo e nós que o essencial se manifesta — discreto, mas incontornável.



O autor trabalha atualmente na elaboração de mais uma obra literária: Memórias de Veríssimo Ninguém. Um livro que desafia classificações. Não é romance, nem biografia, tampouco tratado filosófico. A obra se constrói como um mosaico de fragmentos — confissões, delírios, aforismos, poesias, reflexões e surtos — deixados por uma figura que, ao que tudo indica, […]

Uma nova etapa começa a se delinear na trajetória do autor, com a preparação de duas obras que ampliam e aprofundam seu universo criativo, transitando entre poesia, filosofia e experimentação literária. Uma delas, A Fábula da Criação, é uma obra poética e filosófica que reinventa a gênese da humanidade como uma travessia simbólica entre forças […]

O livro Pedaços coloridos que ficaram foi destaque em reportagem do jornal Bem Paraná, que apresentou a obra como uma sensível celebração do Parque Barigui por meio de fotos e poesias. A matéria ressalta o olhar poético do autor de O Homem que Lia Almas, que transforma cenas cotidianas da natureza e da cidade em […]